top of page
Buscar

O Gás metano

  • Foto do escritor: italo prota de sa
    italo prota de sa
  • 25 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

  O metano é emitido por fontes naturais (40%) e artificiais (60%). As naturais são áreas alagadas (pântanos, açudes, florestas inundáveis e inundadas da Amazônia, Pantanal etc). As artificiais são agropecuária (42%) resíduos de aterros sanitários (20%) e o restante vem, basicamente, da extração, transporte e manuseio de combustíveis fósseis (emissões fugitivas).

  Na pecuária as emissões de bovinos e os dejetos (urina e estrume) são os

principais emissores. A redução de emissões fugitivas são as mais fáceis e  

promissoras, podem até ser lucrativas; as de aterro sanitário são as próximas e,

por fim as da agropecuária. Nesta última, as reduções são complexas e difíceis 

de serem implementadas, especialmente em países em desenvolvimento onde

a criação de animais tem uma importância muito grande (Brasil, por exemplo).

  Nos aterros sanitários, há tecnologias disponíveis para construir usinas  

termoelétricas a partir do lixo orgânico e no Brasil, já existe duas destas usinas,

uma em Caieiras (SP) e outra em Salvador (BA).

  Embora as energias eólica e solar, o biodiesel, o etanol e a biomassa e os 

veículos elétricos estejam evoluindo muito bem, a transição aqui é bem mais 

difícil por razões sociais, políticas, econômicas e etc.

  No mundo, e no Brasil também, a bovinocultura será uma atividade muito 

visada por várias razões práticas: emite muito, a carne vermelha tem 

substitutos bons e mais baratos (carne de porco e de frango), ocupa uma área

geográfica imensa, no Brasil é de mais de 1,5 milhões de quilômetros 

quadrados e, ainda, é associada ao desmatamento e ás queimadas no Cerrado

e na Amazônia.

  A bovinocultura não tem como reduzir significativamente as suas emissões de 

metano. Existes tecnologias para reduzir as emissões algumas viáveis e outras 

não (aditivos, máscaras de captação de metano, manejo de pastagens etc.), 

porém, chegar a uns 30% aqui é o máximo possível.

No Brasil, temos uma boa alternativa que é a compensação das emissões

através do plantio de árvores na mesma área utilizada como pastagem. Como

esta área é gigantesca, plantando-se árvores e cuidando delas, o sequestro de 

carbono facilmente compensa as emissões.

  Alguns problemas todavia, dificultam a implementação desta tecnologia. O 

custo inicial é relativamente alto, a cultura média do pecuarista não é de

silvicultura, o negacionismo climático é muito alto entre os pecuaristas e a 

falta de conhecimento técnico, de informações e, até, de insumos, em 

especial, de mudas adequadas de árvores que produzem madeira nobre ou

outros produtos  como látex, tanino, essências etc.

  Também é importante frisar que a compensação de emissões de metano é 

uma ótima para o médio e longo prazo. No curto prazo (até uns 10/20 anos),

em relação ao metano, há uma grande necessidade de reduzir a emissões por

que o metano retém muito calor por uns 10 anos - depois, na atmosfera, ele

se transforma em gás carbônico e, neste momento, a retenção de calor é muito

menor e o carbono é o mesmo que foi extraído pelo pasto na sua fase de  

crescimento, não aumenta o carbono na atmosfera.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
O que devemos esperar

O aquecimento global vem ocorrendo desde o fina da segunda guerra acompanhando o aumento da população, a evolução tecnológica, a globalização e o aumento do consumo em níveis nunca vistos. Muito de t

 
 
 

Comentários


Italo Prota de Sá

I​© 2024 - Todos os direitos reservados

bottom of page