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Desmatamento na Amazônia e a seca no Brasil

  • Foto do escritor: italo prota de sa
    italo prota de sa
  • 1 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de jan. de 2025

Existe possibilidade de a nossa seca ser algo cíclico. A última grande seca que tivemos foi em 1949 e, pelas informações verbais que obtive de alguns coroas, ela foi muito severa. Por outro lado, há uma grande possibilidade de ser decorrente do desmatamento da Amazônia porque está provado que a floresta contribui com boa parte da chuva trazida pelos “rios voadores” da Amazônia e são eles os grandes responsáveis pelas nossas chuvas.

            Há fortes evidências de que a área desmatada já está prejudicando as nossas chuvas e a formação de neve nos Andes na região amazônica. Tudo é péssimo para o Brasil. Espero, mas não acredito que seja cíclico – acho que vamos conviver mais com secas prolongadas e tem o abacaxi que o efeito da seca é cumulativo.


REBANHO BOVINO NO ESTADO DO PARÁ DESDE 1988 - IBGE


O primeiro gráfico mostra a evolução do rebanho bovino no Pará a partir de 1988, segundo o IBGE, o rebanho saiu de cerca de cinco milhões para vinte e dois milhões de cabeças. Isto ocorreu com outros estados da Amazônia em maior ou menor intensidade. Rondônia tem hoje mais de quinze milhões de cabeças e, dentro de 10/15 anos, Rondônia terá mais bovinos do que Mato Grosso do Sul.


DESMATAMENTO NO ESTADO DO PARÁ DESDE 1988 – PRODES INPE           

O segundo gráfico mostra o desmatamento acumulado no Pará desde 1988. Ele está em KM² e acumula 172.000 quilômetros quadrados de desmatamento. Em hectares, dezessete milhões e duzentos mil hectares que, somados ao que foi desmatado antes de 1988, é suficiente para sustentar os mais de vinte milhões de bovinos.

            Claro que o Pará também tem agricultura que deve usar pouco mais de 10% da área desmatada.

            Neste mesmo período (1988 a 2023), a Amazônia foi desmatada em mais de quinhentos mil quilômetros quadrados (o Estado de São Paulo tem pouco menos de duzentos e cinquenta mil quilômetros quadrados) e, antes de 1988, na Amazônia já tinha começado o desmatamento. Desde a Transamazônica dos militares, o desmatamento não parou em nenhum momento.

            A Floresta Amazônica é fundamental para o clima da América do Sul. O efeito do desmatamento da Amazônia e do Cerrado nas chuvas do Brasil (regiões sudeste, centro oeste e sul) parece ser muito grave. Na própria região amazônica estão ocorrendo mais dias sem chuva, maiores temperaturas e secas mais severas.

            Outra característica da Amazônia é que ela não é relevante para o clima mundial, mas é fundamental para a América do Sul. A Amazônia é badalada devido ao seu charme, à sua biodiversidade, aos seus indígenas etc. Porém, no clima global, ela é irrelevante. Assim, é um problema nosso e nós é que teremos que enfrentar.

            Nossas atividades agropecuárias e até outras podem ter que ser adaptadas a uma nova realidade climática. Menos chuvas e temperaturas mais altas em mais ou menos 3° C. As duas coisas empurram para o mesmo lado - seca e incêndios.


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