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Marchinhas de carnaval

  • Foto do escritor: italo prota de sa
    italo prota de sa
  • 24 de fev. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 27 de fev. de 2025

No nosso tempo, todo ano apareciam as marchinhas e umas fizeram um baita sucesso. Tanto que são lembradas, tocadas e cantadas até hoje.

João Roberto Kelly compôs várias, entre elas Sassaricando, Colombina, Mulata ie,ie,ie e Olha a cabeleira do Zezé. Tem muitas outras.

A Mulata ie, ie, ie tem duas estrofes e diz que a multa estava esnobando as morenas e as loiras do Brasil.

A Cabeleira do Zezé foi feita em homenagem a um garçom, na década de 1960, que gostava, como todos nós, dos Beatles e usava cabelo comprido. Não era gay, gostava de mulheres e agradava a elas.

Ataulfo Alves compôs Mulata Assanhada, uma louvação à beleza, ao charme e à sensualidade da mulata. Tem um ladinho escravagista porque o compositor diz que, se pudesse, comprava a mulata e a prendia no seu coração. Na época era tudo bonito e gostoso, hoje é proibido por causa do preconceito e da imbecilidade que tomou conta da humanidade.

Diversas dessas obras primas (e outras) estão censuradas juntamente com expressões consagradas no Brasil como "jogar a negra", "feito nas coxas", "criado mudo" e a própria palavra "mulata" porque tem alguma ligação com mula. É o cúmulo, mas, infelizmente é verdade. Quem associa "mulata" a "mula", é burro.

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Italo Prota de Sá

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