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A seca no Brasil

  • Foto do escritor: italo prota de sa
    italo prota de sa
  • 26 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 1 de fev. de 2025

26-01-25


Este mapa é da Agência Nacional de Águas para o mês de junho/24. Neste mês, desde que o Brasil começou a monitorar a seca, aconteceu a pior seca do Brasil, até outubro/24 as coisas pioraram e tivemos incêndios generalizados no Centro Oeste e Sudeste do Brasil e mais tarde na Amazônia onde tivemos uma das piores secas da história (ou, a pior).

               O ano de 2024 foi marcado por recordes de queimadas totalizando 300.000 quilômetros quadrados no Brasil segundo o Mapbiomas. Uma “novidade” é que houve queimadas em florestas nativas, algo bem incomum. No Pantanal foi trágico.

               Em Mato Grosso do Sul, onde estou, foi péssimo para a agropecuária afetando a soja, o milho e os bovinos. Em Campo Grande, em fevereiro, março e abril de 2023, choveu 580 mm e, no mesmo período em 2024 choveu 256 mm. Aqui, o ano de 2024 foi o único desde que as medições do INMET começaram (1981) em que choveu menos de 1000 mm. A situação é mais crítica porque em 2023 também tivemos seca severa.

               O ano de 2025 começa com perspectivas de redução da produção e da produtividade da soja em função das chuvas que estão abaixo da média. Os próximos dias nos dirão como será a safra 2025. Para este ano, as previsões indicam chuvas abaixo da média até abril (praticamente é o encerramento do período das chuvas).

               Tudo isto pode ser cíclico ou pode ser o novo normal. Há uma possibilidade grande de ser reflexo do desmatamento da Amazônia que seria o responsável pela menor quantidade de chuvas em função do enfraquecimento dos rios voadores. O tempo dirá.


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Italo Prota de Sá

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