Negacionismo climático
- italo prota de sa
- 9 de jan. de 2025
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Atualizado: 18 de jan. de 2025
Negacionismo pode ser definido como a rejeição de conceitos estabelecidos, mesmo
que estes sejam comprovados pela ciência. Não deve ser confundido com ceticismo que é
benéfico para o desenvolvimento da ciência.
Embora a palavra seja nova, o conceito é bem antigo. A palavra foi usada pela primeira vez para explicar um negacionismo histórico relacionado à tentativa de extermínio de judeus pelo nazismo.
O negacionismo pode decorrer de religião, como ocorreu quando a ciência começou a afirmar que a Terra era redonda e que girava em torno do Sol. Pode decorrer de ideologias políticas, como aconteceu com o COVID ou de interesses econômicos, como está ocorrendo hoje em relação às causas do aquecimento global. O presidente eleito em
2025, Donald Trump, é um negacionista climático convicto. Já tirou os EUA do Acordo de Paris e vai tirar novamente. Por razões óbvias, ele defende a exploração e utilização dos
combustíveis fósseis até a última gota. Ouviremos falar muito dele em relação às suas ideias
sobre o clima e o meio ambiente.
O negacionismo pode provocar vários problemas, mas três são os mais importantes, um atraso no conhecimento e o não reconhecimento pela sociedade de que as mudanças
climáticas são reais e que decorrem do aquecimento global. Isto impede as pessoas
de assumir atitudes compatíveis com a realidade. Outro efeito é o consenso de avestruz: como é um grande problema é melhor fingir que não existe problema.
Algumas pesquisas na Europa, EUA e Austrália dizem que perto de 8% das pessoas não
acreditam nas mudanças climáticas. Acho que no Brasil é bem mais, especialmente na
agropecuária.
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